segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Um pouco de educação ambiental

Hoje entendo a educação ambiental como uma necessidade, pois “pensamos em deixar um planeta melhor para nossos filhos e esquecemo-nos de deixar filhos melhores para nosso planeta”; e para que sejam seres humanos conscientes e responsáveis pelas suas ações sócio-ambientais.


Podemos comprovar a crise ambiental instaurada mundialmente até pelo Google, em seu mapeamento via satélite, onde se observarmos podemos verificar que grande parte dos terrenos foram quase que totalmente degradados nas áreas de maior densidade populacional e apenas um pouco menos do que isso nas áreas com menor densidade, por que são utilizadas para a extração e exploração dos recursos naturais, como a agropecuária e dentre muitas outras formas. Identificando o homem das urbes trocando o ambiente natural por sua pseudo necessidade cada vez maior de aquisição de bens materiais e aqueles que não pertencem a elas sustentando a possibilidade de viver nas urbes em detrimento da preservação do meio ambiente. Onde isto não é dito no artigo.


Então se torna claro essa necessidade de formação e preparo dos cidadãos para criticar o modo de vida da sociedade atual e ter recursos para agir e modificar esse sistema, não visando apenas à sustentabilidade e sim atingir a preservação do planeta em seu imenso contexto. Isso se fará dentro da educação ambiental através de um processo pedagógico interdisciplinar permanente o qual será iniciado desde o ensino fundamental, com as matérias: história, ciência, física e dentre outras, dando um ponto de vista diferente a partir de cada uma delas. Objetivando restaurar no sujeito uma relação mais natural que tinha com a Terra e foi perdida ao se envolver cada vez mais com as tecnologias e o cenário urbano.

Baseado no artigo: Educação Ambiental.

Mundo Marinho

     Hoje começaremos uma sequência de artigos relacionados aos animais marinhos sendo que iniciaremos com a baleia-azul, espero que vocês gostem e postem, participem com a opinião de vocês.

      A baleia-azul é um mamífero que pode ter 33 metros e mais de 150 toneladas e muitos dizem que é o maior animal já existente no planeta, eu tenho minhas dúvidas já que especulam que o Sismossauro herbívoro e quadrúpede que viveu no fim do período Jurássico tinha entre 45 e 54 metros e pesava entre 60 e 100 toneladas, pena que esse bicho não existe mais, assim a minha dúvida poderia ser sanada. Voltando a baleia, esta pode ter 5 metros de comprimento em cada nadadeira e uma cauda com 7 metros. O bicho é grande mesmo.
        As fêmeas da baleia-azul são maiores do que os machos. Os filhotes nascem com cerca de sete metros de comprimento e pesando, aproximadamente, duas toneladas e meia, após 11 meses de gestação. Eles são amamentados por um período de sete meses, quando atingem quase 13 metros e 10 toneladas. Nossa já nascem maior que um elefante.

     São bastante ruidosos, podem emitir sons em baixa frequência e por vários quilômetros pode ser ouvidos, é um canal de comunicação com outros exemplares da mesma espécie que estão longe.



Baleia-azul

     A dieta é baseada em pequenos peixes, lulas e principalmente de Krill - minúsculos camarões que vivem em cardumes flutuando próximo à superfície das águas. Uma baleia-azul adulta pode comer até duas toneladas de krill por dia.
Krill- alimento preferido da baleia azul

     O animal é encontrado em todos os oceanos do planeta apesar de está em extinção. A caça a este tipo de baleia começou com o desenvolvimento tecnológico dos arpões, por ser tão grande até a metade do século XIX não havia tecnologia suficiente para conseguir captura-la. Em 1864, o navio a vapor norueguês Svend Foyn foi equipado com arpões especialmente concebidos para capturar grandes baleias.

     A matança de baleias-azuis espalhou-se rapidamente, e em 1925, os Estados Unidos( tinha que ser!! ), o Reino Unido e o Japão tinham se juntado à Noruega na caça às baleias-azuis, capturando e matando-as e processando-as em grandes navios-fábricas.



Barco de pesca
 
     Quando a caça da baleia-azul finalmente foi proibida, nos anos 60, mais de 300 mil baleias-azuis haviam sido mortas. A atual população mundial de baleias-azuis é estimada entre três a quatro mil, com duas mil concentradas na costa californiana. Tal grupo representa a maior esperança num longo e gradual processo de aumento populacional da baleia-azul, que está nas listas dos animais ameaçados de extinção desde os anos 60. Nem mesmo grandes animais como este conseguem escapar da caça predatória
     Além do ser humano a baleia-azul possui mais dois predadores que são os tubarões e as orcas, estes dois últimos são ameaças apenas para os recém-nascidos.


Bom, por hoje é só, no próximo artigo pretendo escrever sobre Orcas as "baleias assassinas".


domingo, 7 de novembro de 2010

O Fim da Era dos Antibióticos? – Parte 1

Uma Breve História dos Antibióticos
Gravura feita na Idade Média retratando a Peste NegraDesde o seu surgimento, a raça humana (e qualquer outra espécie que viva nesse planeta) sofre com microorganismos e as doenças causadas por eles. Independentemente disto, sobrevivemos até hoje.Pílulas de Antibiótico
Nas últimos décadas, presenciamos inúmeros avanços na saúde que se refletiram em qualidade de vida para a população. Sem dúvidas, um dos avanços mais importantes para a Medicina nos últimos cem anos foi a descoberta dos antibióticos. Um antibiótico é uma substância bioquímica capaz de matar microorganismos ou de afetar seu metabolismo e reprodução.
Porém, devido ao uso incorreto ou por pura negligência médica, esse tipo de tratamento pode estar com os dias contados.
Primeiramente, vamos conhecer de forma breve a história dos antibióticos,suas características e ações no organismo.
relogio-um-escravo-do-tempo

LINHA DO TEMPO – ANTIBIÓTICOS E DESCOBERTAS RELACIONADAS

Médico com Seringa

DESCOBERTAS RELACIONADAS

Paul Ehrlich (1854 - 1915): Desenvolveu o conceito de toxicidade seletiva, indicando que determinado agente exibia uma ação danosa aos microrganismos, sem afetar as células do hospedeiro. Tal conceito tem importante reflexo prático, pois indica se um agente pode, teoricamente, ser útil no tratamento de doenças infecciosas.
1904 - Uso prático do vermelho de tripan, composto ativo contra o tripanossoma que causava a doença africana do sono.
Ehrlich & Hata: realização de testes com compostos arsenicais, em coelhos com sífilis. Descobriram que o composto 606, arsfenamida, era ativo. Em 1910, foi lançado o medicamento Salvarsan (nome comercial da arsfenamida), para o tratamento da sífilis.
I. G. Farbenindustrie, que deteve o monopólio das pesquisas químicas na Alemanha
1927 - Na I. G. Farbenindustrie (Bayer) - G. Domagk: testava corantes e outros compostos químicos, quanto à ação em microrganismos e toxicidade em animais.
1935 - Vermelho Prontosil: inócuo para animais, protegendo camundongos contra estafilococos e estreptococos patogênicos. Neste mesmo ano, foi descoberto que o prontosil era clivado no organismo, originando a sulfanilamida como um dos produtos. Na realidade, a droga eficaz era a sulfanilamida.
1939 - Nobel para Domagk.
Pílulas de Antibióticos
ANTIBIÓTICOS
1896 - E. Duchesne: descobriu a penicilina, mas raramente tal pesquisador é citado, pois seus achados nunca foram devidamente publicados ou notificados, sendo esquecids durante vários anos.
Alexander Fleming em seu laboratório
A. Fleming: Busca de um tratamento eficaz para os feridos na 2ª Guerra Mundial. Foi o "segundo" descobridor da penicilina e tentou, sem sucesso, purificá-la em quantidades suficientes para ser utilizada como medicamento.
1939 - H. Florey & E. Chain - testavam atividade bactericida de várias substâncias (lisozima, sulfonamidas). Obtiveram a cultura de fungo isolada inicialmente por Fleming, passando a trabalhar na purificação da penicilina. Injetarama penicilina em camundongos infectados com estafilococos ou estreptococos e observaram que quase todos sobreviveram. (Trabalho publicado em 1940).
1945 - Nobel para Florey, Chain e Fleming
1944 - S. Waksman: descobrimento da estreptomicina (Streptomyces griseus), a partir do teste de cerca de 10.000 linhagens de bactérias e fungos do solo.
1952 - Nobel para Waksman.
Até 1953 - Isolamento de microrganismos produtores de cloranfenicol, neomicina, terramicina e tetraciclina.
Pílula de AntibióticoA partir de 1953 - a indústria investiu centenas de milhares de dólares na busca de novas drogas antimicrobianas, sendo que tal linha de pesquisa perdura até hoje em todo o mundo, empregando diversos tipos de abordagens.

FONTE

No próximo post, veremos a situação atual dos antibióticos frente ao surgimento das temíveis superbactérias.
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Genética e ética: até onde essa relação fornecerá benefícios?




A divulgação da seqüência do genoma humano em fevereiro de 2001 (Venter et al., 2001) abriu uma nova era para a biologia, a medicina e a saúde pública. O Projeto Genoma Humano gerou uma imensa base de dados de seqüências genômicas e número crescente de genes é descrito. A velocidade com que esse conhecimento vem sendo disseminado traz, ao lado da esperança de cura para certas doenças, o receio das conseqüências adversas que possam vir a sofrer indivíduos saudáveis, porém portadores de determinadas alterações genéticas (Ellsworth & Manolio, 1997). As informações e as tecnologias disponibilizadas com o desenvolvimento do Projeto Genoma Humano têm potencial para modificar gradativamente a compreensão e os conceitos atuais sobre os mecanismos de prevenção, diagnóstico e tratamento de inúmeras doenças crônicas bastante comuns como câncer, demência, doença de Alzheimer, etc. Por meio de técnicas de biologia molecular é possível não apenas identificar precocemente determinadas doenças, mas também detectar indivíduos suscetíveis e, ainda, avaliar no meio interno do organismo o grau de exposição a agentes exógenos (Wünsch Filho & Gattás, 2001).
De acordo com a legislação trabalhista, empregadores podem selecionar seus empregados com base no grau de instrução e na analise curricular, mas condições específicas como idade, sexo, cor de pele e origem étnica não podem ser usados como critério de seleção.
Em países como o os Estados Unidos, por exemplo, tem se usado informações genéticas como parte de processos seletivos. Estimaram que cerca de 7% das empresas americanas já fazem uso do screening (triagem) genético na seleção de seus trabalhadores (Austin et al., 2000).
Esse método de seleção se deve ao fato de que as empresas tendem a buscar empregados com especificidade para determinados ambientes de trabalho, como por exemplo, determinação de doenças como decorrência da interação entre a especificidade de um genótipo particular e a exposição a substâncias tóxicas presentes no ambiente de trabalho. Mas até onde essa seleção será benéfica?
A discriminação genética no trabalho, apesar das novas tecnologias da biologia molecular, não é um fato novo. Na década de 1970, bem antes do início do Projeto Genoma Humano, os negros americanos que possuíam traços genéticos para anemia falciforme eram impedidos de contratação em determinadas ocupações, embora apresentassem condições adequadas de saúde e ausência de riscos de virem a desenvolver a doença (Rothenberg et al.,1997). São exemplos como esse que mostram um exemplo simples do uso indevido de informações genéticas.
[...] estima-se que com um sistema integrado de informações, a prática da medicina e da saúde pública no decorrer do século 21, deverá ser influenciada gradativamente, modificando de forma profunda a prevenção, o diagnóstico e o tratamento de doenças (Collins, 1999). Há estudos apontando genes que seriam potencialmente responsáveis, por exemplo, pelo alcoolismo, tabagismo e distúrbios comportamentais (Plotsky & Nemerof, 1998; Bergen & Caporaso, 1999; Collins & Mckusick, 2001).
Este tipo de informação genética, potencialmente, apresenta riscos de usos inadequados nos locais de trabalho e por companhias seguradoras. Os efeitos de tudo isso sobre a práxis em saúde do trabalhador são evidentes, embora não possam ainda ser completamente dimensionados.
Visando esse obstáculo diante dos avanços genéticos, esse artigo traz a questão ética a ser discutida, e que de certa forma fica ainda sem respostas e teremos durante um tempo ainda mais questões levantadas.
  • Até onde tantas descobertas genéticas serão favoráveis ao desenvolvimento humano?
  • Os investimentos em pesquisa seriam mesmo o interesse na descoberta de cura pra doenças?
  • Seriam empresas ou seguradoras as mais interessadas em obter informações?
  • Como essas informações ficarão armazenadas?
São questões como estas que ficam e ficarão por um longo tempo sobre discussões, afinal o fato de se descobrir doenças levando a um rápido diagnóstico e à cura é apenas uma das versões para investimento em pesquisas, por outro lado saberia – se, por exemplo, o tempo de vida das pessoas e a que ambiente algumas não poderiam estar expostas. Com informações como essas, poderia então existir maior discriminação e até interesses de seguradoras em buscar por pessoas que lhes forneceriam lucro por exemplo.
Portanto esse não é um caso isolado, que deve ser pensado apenas por cientistas, mas sim por todos nós.

Baseado no artigo - Genética,biologia molecular e ética: as relações trabalho e saúde*